Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

A volta do Detetive Castro


Achei esse raríssimo convite de lançamento do meu livro O Caso da Mulher Dragão. Que foi, conforme registrado no verso, abaixo, em 22 de setembro de 1981, no lendário Spazio Pirandello! Faz muito tempo. O convite foi desenhado por Cristina Mutarelli. Estou aliás reeditando as 3 aventuras que escrevi com o detetive Castro: além da Mulher Dragão, O Caso do Lobisomem Libidinoso e O Caso da Escada Para o Paraíso.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Eu e os Mamonas


Meu envolvimento com os Mamonas começou como o de um dos milhões de fãs da banda de Guarulhos. Fiquei fanático por eles antes da tragédia do Learjet. Depois me ofereci ao produtor Claudio Kahns para escrever o roteiro de um longa para narrar a saga dos meninos.

Passei mais de um ano pesquisando sobre a vida deles. Fui várias vezes até Guarulhos com a equipe da Tatu Filmes. Entrevistei parentes, amigos, produtores, músicos. Estive no sitio dos pais do Dinho, Hildebrando e Celia, na foto aí de cima. Passei mais de um ano desenvolvendo o roteiro para o longa. Mas esse sonho específico foi interrompido. Um dia eu escrevo aqui sobre essa história.

Felizmente o material que eu ajudei a levantar foi aproveitado no documentário Mamonas o Doc. Ele estréia amanhã em Guarulhos numa grande festa no ginásio Thomeusão - tão simbólico para os Mamonas. Espero que seja uma grande estréia. Os meninos merecem.

O iluminado

Acabei de ler a biografia de Stanley Kubrick escrita por John Baxter. Infelizmente ela está meio desatualizada, e termina durante a longa filmagem de De Olhos bem Abertos, ainda coberta em segredos. O retrato que fica é um enigma. Kubrick era um genio do cinema e um diretor-ditador que infernizava a vida de todos os que trabalhavam com ele. A dúvida: se ele não exercesse tanto poder faria os filmes que fez? Seria tão bom como foi se tivesse uma equipe enxuta, baixo orçamento e data de entrega?

Nunca saberemos, pois o caminho foi o oposto. Quanto mais ele filmava, mais prestígio tinha, mais maníaco se tornava, mais poder ganhava. Jack Nicholson acertava na primeira tomada em O Iluminado, mas Kubrick mandava que repetisse a mesma cena mais de cem vezes. Colocava tantas luzes em seus sets que provocou pelo menos um incêndio em cada filme. Mantinha suas equipe e seus elencos em estado de pânico, sempre descontente com tudo o que era feito. Telefonava para salas de cinema ao redor do mundo exigindo projeções perfeitas.

Era um homem gelado, calculista, indiferente ao sofrimento alheio. (Malcom McDowell reclamou que uma de suas córneas havia sido arranhada durante uma cena de Laranja Mecânica e que estava doendo muito. "Não tem problema", respondeu Kubrick. "Eu foco no outro olho") Ao mesmo tempo era um homem de familia, culto , bem informado e ligado nos grandes temas do seu tempo.

Hoje esses detalhes desaparecem quando assistimos obras-primas como Glória Feita de Sangue, Lolita, Dr Strangelove, 2001, Laranja Mecânica, Barry Lyndon, Full Metal Jacket. Infelizmente Kubrick - um fanático por novas tecnologias áudio-visuais - se foi antes de ter a chance de ver sua obra em BluRay. Fico imaginando 2001 Uma Odisséia no Espaço numa sala IMAX.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Meu dia na jaula


Escrevi minha última coluna para a Agência ANDA lembrando de um dia muito diferente. Dia 13 de agosto de 2000. Eu passei meu dia dos Pais no recinto dos babuínos, no zoológico de Bauru. Os babuinos estavam evidentemente presos em seu recinto. O líder deles ficava me olhando com curiosidade pela grade. Eu o apelidei de Babu e levei altos papos imaginários com ele.

Colocaram essa placa acima no meu recinto. Muita gente achou que eu ia aparecer pelado comendo carne crua. Alguns tentaram fazer comigo as sacanagens que aprontam com os outros animais. Mas eu tinha uma arma poderosa contra eles. Mais detalhes no site da ANDA.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Fazendo filmes

Eu sempre alternei minha vida entre o jornalismo e o show business. Depois de uma década na editora Abril, eu precisava mudar de atividade. Hoje estou completando 734 dias (pouco mais de 2 anos) de frila. Ainda faço algumas coisas em jornalismo, especialmente colunas. Mas estou voltando com alegria para o mundo dos scripts e das câmeras.

De repente, tenho quatro "produtos" sendo tocados ao mesmo tempo. 1) o telefilme Carro de Paulista (com roteiro meu, dirigido por Ricardo Pinto e Silva) já terminou suas filmagens começou a ser editado. 2) o longa Dores & Amores (outro projeto do Ricardo, e eu como co-roteirista) está pronto e em processo de finalização. 3) o documentário Mamonas o Doc, de Claudio Kahns, no qual eu estive profundamente envolvido nas pesquisas e nas entrevistas, estréia neste próximo sábado em Guarulhos. 4) O diretor Luis Alberto Pereira, o "Gal", está filmando o longa 12 Estrelas. Também participei dos estágios iniciais de sua concepção (há 30 anos atrás!) junto com meu parceiro Flávio Del Carlo.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Na ilha de Caras

Em março de 2002 eu fiz uma típica matéria "gonzo" para a revista Viagem&Turismo, da Abril. Eu fui convidado a passar um fim de semana na ilha de Caras, próxima a Angra dos Reis. Lá eu fingi que era uma personalidade. Não entrevistei ninguém, apenas fiz o que os famosos faziam. Tirei fotos com eles, fingi que tocava um piano de cauda na praia, dei voltas na ilha com o jetski e fui fotografado nele com cara de milionário. Não inventei nada, apenas descrevi a vida na ilha sem a linguagem glamurizada da revista. Elogiei algumas coisas, critiquei outras. Escrevi uma frase profundamente infeliz sobre a vida sexual dos seu visitantes.

A matéria deveria ser publicada também na VIP, mas provocou a fúria da diretoria da Caras, que exigiu sua suspensão. Tirando aquela frase boba sobre sexo, não me pareceu que a matéria tivesse nada de tão ofensivo. No dia 2 de abril de 2002 eu participei de um chat com leitores da UOL sobre essa aventura na ilha. A conversa está publicada neste link.

Sábado, 27 de Junho de 2009

Lobo Bobo Lobo



Eu desenvolvi para uma peça infantil (ainda inédita) chamada Fada e Bruxa. A peça acabou não saindo ainda, mas ficou esta lembrança: o rap Lobo Bobo Lobo. A letra é minha e precisa ser explicada, digamos assim, no contexto. Na peça, essa música é o ponto de vista de Chapéuzinho e sua avó, que pela visão preconceituosa da história transformaram o lobo num monstro mau e esfomeado. Aí certas referências irônicamente meio violentas... Depois, é claro, o Lobo tem a chance de mostrar seu ponto de vista.

Lobo Bobo Lobo foi gravado em Caraguatatuba, no estúdio do meu parceiro Rogério Naccache. A produção é dele, assim como os backing vocals. Quem brilha é a doce voz de Mara Amaral, hoje morando em Miami.

PS - os uivos são meus.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Duas mortes pop

Para quem acompanhou toda a sua carreira (sou apenas 6 anos mais velho que ele), existiram muitos Michael Jacksons - e um só. O garotinho prodígio do Jackson 5, abusado e explorado pelo pai. O artista que mais vendeu um único disco (o fabuloso Thriller). O sujeito torturado que não amadurecia, que se transformou dia a dia numa figura grotesca, deformado por plásticas, envolvido em escândalos de pedofilia, errático, incoerente. Virou escravo de sua imagem mega-super-gigante. Michael se vai e deixa um monte de obras primas da música pop e da arte do video-clipe. O que não é pouco. Talvez tenha cumprido seu destino de Peter Pan. Morreu antes de envelhecer.

Farrah Fawcett foi a mais famosa das Panteras, a mulher irreal de dentes brilhando num poster imortal. Ser ícone planetário cobra seu preço. Farrah nunca conseguiu manter a fama que ganhou nos anos 70. Perdeu um pouco do equilíbrio, o que ficou claro naquela célebre entrevista destrambelhada com David Letterman. E teve uma agonia a mais desglamurizada possível. Em nome de todos os garotos que sonharam como ela na década disco, obrigado.


Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Não adianta chorar

Você pode ir à loja hoje e comprar uma câmera de filmagem digital full HD e som 5.1 por 3.500 reais. Em prestações pelo cartão de crédito agora é possível tem uma câmera em formato de ponta, com qualidade melhor que a maioria dos canais que estão no ar. E o preço continua caindo.

Outro dia recebi a oferta de uma estação para vídeo digital HD. Ela edita o filme em alta definição, finaliza e ainda grava em BluRay. Preço? 9.800 reais. Somando, por menos de 15 mil reais você pode ter uma micro-produtora na sua casa produzindo midia para os mais avançados formatos da indústria do cinema e da televisão.

Junte aí despesas como 100 reais para um tripé, cartões de memória, etc. Com 15 mil reais você está por cima. Sim, "qualquer um" poderá fazer filmes de alto nível técnico. Não vai ser nenhum Senhor dos Anéis, mas vai ter qualidade profissional. Estamos vendo uma revolução na história das midias audio-visuais. O negócio é se adaptar às novas situações e tirar proveito delas. Não adianta vir depois com a choradeira tipo "o cinema está acabando", como fazem certos jornalistas embolorados com relação à imprensa.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Fotos inéditas (para mim) de Dores & Amores

Fuçando no Google descobri essas fotos do elenco do longa Dores & Amores com o diretor e co-roteirista Ricardo Pinto e Silva. Ao contrário do que está acontecendo agora com Carro de Paulista o Filme, eu tive apenas algumas poucas horas de contato com o set de filmagem do Dores. Colaborei no roteiro de longe, mesmo porque as filmagens aconteceram no Rio.
As fotos estão no blog da Babi Xavier, e eu prefiro reproduzir aqui o que ela escreveu naquele 29 de junho de 2008:

Tô participando de um filme, uma produção luso-brasileira, do Ricardo Pinto Silva, chamada Dores e Amores. O protagonista é o meu colega de emissora(Record) e escritório(Guilherme Abreu) Márcio Kieling, que está ótimo na pele de Jonas. Temos aí fotinhos com os atores portugueses Jorge e Cláudia, que interpretam Nelson e Bel. A minha personagem é a Clara, que é decidida, chega junto, menos tímida do que eu...rsrsrs

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Nossa homenagem aos 3 Patetas

Sou muito fã dos irmãos Farrelly (de Quem vai ficar com Mary, Deby & Lóide, etc). Mas achei que eles deram um grande fora com a escalação do elenco da biografia dos 3 Patetas, um projeto que desenvolvem há muitos anos. Jim Carrey eu apóio total. Mas Sean Penn?! Benicio Del Toro?! Felizmente parece que Sean Penn já desistiu.

Aproveito a chance para postar aqui Hey Moe. Criei a música numa bateria eletrônica, programando todos os instrumentos (menos a guitarra). Gravei também uma série de falas dos 3 Patetas, que eu tirei de seus filmes. Aí levei o material para meu amigo e parceiro Tadeu Patolla, que encaixou as falas na música e tocou sua inconfundível guitarra.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Carro de Paulista: desmontando o set

No momento em que escrevo, a equipe de Carro de Paulista o Filme está fazendo sua última gravação no TomJazz, uma casa de shows da avenida Angélica. Tivemos um show de Rachel Ripani e as Perigosas. Essa é uma das cenas que não constavam da peça, e que foram escritas especialmente para o filme.

As duas semanas de gravações foram cansativas para todos. Começando pelo diretor Ricardo Pinto e Silva e os quatro "manos" da história: Fábio Neppo, Rodolfo Valente, Tadeu Pinheiro e Thiago Catelani. Mas todos deram o sangue e o ambiente, que começou ótimo, melhorou ainda mais com o tempo. Agora vem a chamada pós-produção: montagem, sonorização, etc. Mesmo que essa bela equipe se disperse, continuará unida no blog Carro de Paulista o Filme. Ele continua a ser atualizado. Temos MUITO material de bastidores para mostrar antes mesmo que o filme seja exibido pela TV Cultura, provavelmente em novembro.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

O novo jornalismo da Newsweek


Cansei de falar sobre a necessidade urgente do jornalismo se adaptar aos novos tempos de internet. No Brasil isso não deve acontecer tão cedo a não ser em aspectos superficiais. Somos presos demais à cultura do "emprego" para tentar qualquer risco. Mas tenho visto por aí (dentro e fora do país) as reações esperadas contra o "jornalismo de internet" e a favor de que a imprensa continue como sempre foi.

Sou assinante da Newsweek e eles resolveram se mexer. Revolucionaram a revista como resposta a esses novos tempos que assustam tantos jornalistas. De cara, não gostei. Senti falta das notinhas curtas, de mais fotos e ilustrações. Aí percebi o espírito da mudança. Notas curtas e fotos estão na internet. A Newsweek resolveu investir num campo onde a imprensa de papel tem uma boa chance de continuar reinando: a profundidade. (A Economist é assim há muito tempo e continua a melhor revista de informação do mundo).

A nova Newsweek não economiza mais espaço. Li um perfil muito grande - e fascinante - sobre Joseph Kony o último dos grandes warlords da África, um genocida que diz matar em nome de Deus. Mesmo antes da recente e conturbada eleição para presidente, a revista publicou dezenas de páginas numa análise tipo "tudo o que você pensa saber sobre o Irã mas pode estar enganado". Não é fast food de jornalismo, é uma refeição farta e nutritiva.

Eventualmente, acho, estaremos todos lendo revistas e jornais em monitores digitais. Até lá, a Newsweek de papel deu um passo na direção certa.

Minha Guevara favorita

Esta é Lydia, neta de Ernesto Che Guevara em campanha para a PETA. Enquanto seu avô foi um símbolo da ditadura e da violência, a bela Lydia troca as balas por cenouras. A campanha publicitária vai ser a primeira da PETA específica para a América Latina. Seu lema: "Junte-se à revolução vegetariana". Essa Guevara eu ponho na minha camiseta!
Foto: AP/PETA

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Defendendo os tubarões

Minha próxima coluna para a ANDA fala sobre a péssima imagem dos tubarões na opinião pública. Coloco parte da culpa dessa situação em Steven Spielberg, um cineasta que eu admiro muito, mas que pisou na bola com seu Jaws em 1975. O filme foi tão bem feito, que criou a imagem dos tubarões como montros assassinos. A partir dele a humanidade se viu liberada para exterminar a espécie.

Pois eu gosto de tubarões. Admiro. Considero animais bonitos, fascinantes. Sei o suficiente sobre eles para saber que não são "assassinos", mas apenas estão naturalmente no topo da cadeia alimentar. Merecem respeito, não o massacre indiscriminado. Nem o uso de seu nome para descrever humanos corruptos, gananciosos e violentos.

O Brasil tem uma organização que defende tubarões, o Protuba. Eu sou associado.

Eu e Morgan Freeman


Um dos mais fiéis leitores deste blog, o Alexandre Giesbrecht, leu o post anterior e me pediu para contar melhor essa história de que eu participei como figurante do filme Impacto Profundo. No dia 3 de agosto de 1997 eu estava em New York, depois de fazer uma matéria sobre Las Vegas para a revista VIP. Quando saí para jantar, encontrei a Times Square toda cercada. Fiquei sabendo que era a filmagem do longa Deep Impact e fui para um canto onde estavam os curiosos.

A diretora Mimi Leder pediu para que os figurantes contratados entrassem em cena. E logo descobriu que eles eram poucos e que estavam muito artificiais no figurino usado. Ela então convidou a nós, os curiosos, a também participar da cena, desde que a gente renunciasse a qualquer cachê. Topei na hora. Morgan Freeman (no papel do presidente dos EUA) aparecia então no telão da Times Square dizendo que tinha uma boa e uma má notícia a dar. A boa notícia era que a missão espacial tinha conseguido explodir o asteróide que ameaçava a Terra. (A má notícia era de que isso não ia adiantar muito e um pedação do asteróide ia cair no Atlântico e inundar New York, mas isso eu só soube quando assisti o filme).

A tarefa da multidão de figurantes era festejar a boa notícia do presidente. Eu fiz o possível para me destacar na multidão. Escolhi um lugar isolado e pulei como um maluco. Um ano depois assisti Deep Impact no cinema e... não me achei. Depois assisti em VHS, congelando na parte da comemoração e... nada. Veio o DVD com sua definição superior de imagem e mesmo assim não me localizei. Minha esperança agora é a versão em BluRay!

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Eu na fita

Minha cara de pau é maior que minha falta de talento como ator. Já fui figurante em curtas metragens (O Grotão, Memórias de um Anormal), numa novela (Kananga do Japão) e até numa mega produção de Hollywood (Impacto Profundo). Agora como não podia deixar de ser eu pedi ao diretor Ricardo Pinto e Silva para fazer uma ponta no Carro de Paulista.

A cena foi filmada no Parque da Luz, centro de São Paulo. Os "manos" do filme negociavam um programa com a prostituta Kelly (Gianne Albertoni) em primeiro plano. Lá no fundo, eu fazia o mesmo com a garota de programa interpretada por Vanessa Barros (à direita na foto). Como eu era um cliente difícil, outra profissional (Dhenyse Iwone, no centro) entrava na negociação para um menage.

Fazia 12 graus e para o filme todos tinham que estar sem agasalho. Na primeira tomada eu e a Vanessa levamos nossos papéis a sério. Na oitava tomada a gente fazia as mesmas caras, os mesmos gestos, mas xingava o frio e torcia para que aquilo acabasse logo. Foi muito divertido. Na hora de ver o filme provavelmente seremos dois pontos se movendo no fundo. Tudo pela arte!

Foto: Icaro Limaverde Marquezi

Os limites da pirataria - parte 2


Já descobri os tais limites (ver post abaixo). Os clipes que eu mandei e que o You Tube considerou protegidos por direitos autorais foram publicados com uma opção de regularização desses direitos. Ou seja, eles não censuram, você pode ter acesso a esses clipes, mas eles estão sujeitos a vários graus de limitação de distribuição. Eu pessoalmente achei que, do ponto de vista do You Tube, é uma solução jurídica das mais justas e razoáveis. Infelizmente isso impede que mais gente conheça material que nunca foi distribuido no mercado, como shows e clipes. É um impasse.

Eu dei também o upload de uma imagem numa estrada com uma trilha sonora da banda Iron Butterfly. Nesse caso eles também bloqueiam a transmissão, e oferecem a possibilidade de mudança de trilha. Ou seja, eles reconhecem que o vídeo é meu, mas a trilha sonora não é. Também não tenho nada a reclamar sobre esse procedimento.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Os limites da pirataria

Essa é uma das questões mais delicadas da era da internet. Eu tenho um clipe de uma banda sem divulgação nenhuma. Como o Da Krash. Gostaria que mais gente conhecesse. Você não encontra esse clipe em lugar nenhum. Nem em DVD, nem na TV, nem na internet. Eu coloco no YouTube, mesmo sabendo que não deveria dar upload no que não me pertence. Tá legal, não me pertence. Mas onde está a gravadora Mercury, que produziu o Da Krash e apagou sua memória? Não temos o direito a curtir o que eles criaram?

Nós queremos democracia

Meu coração hoje está em Teheran, junto com aqueles que exigem ao menos um pouco de liberdade do brutal regime do Irã. O atual governo brasileiro, que como sempre apóia ditaduras, não fala por mim.