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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Micro guia para todas as rádios (e músicas) do mundo


Meu avô Raphael trabalhou em rádio. Meu pai, Decio, também. Então eu nasci com esse troço no sangue. E acho que depois de uma morte tantas vezes anunciada, o rádio vive hoje o seu auge. Claro que sua importância social foi maior quando ainda não havia a televisão. Mas tecnologicamente 2012 é uma era de ouro. Por causa da internet. Para quem quer ouvir o rádio em sua melhor forma, estes são os dois melhores caminhos da atualidade:


Existem vários aplicativos e sites de rádio, mas nenhum tão completo quanto o TuneIn. Ele organiza estações de um jeito que você pode ouvir uma emissora local com tanta facilidade quanto uma da Antártida ou do Azerbaidjão. Escolhe seus favoritos, organiza por gênero ou local, agenda e grava programas. Seu rádio AM/FM faz tudo isso? Por menos de 5 reais você baixa o aplicativo e transforma seu celular ou tablet nesse super receptor. Para acessar o TuneIn clique aqui.


O novo site/aplicativo vem de outro conceito: o de canais de música, como os oferecidos em TVs pagas. Elas não têm locução, e se dividem por temas e gêneros. Oferecem música o dia inteiro. A UOL tem um serviço assim. Outra boa opção é a SkyFM, há tempos no mercado. Mas agora surgiu a Jango, e parece ter deixado todo mundo para trás. 

É um mar de música. Você pode criar um canal a partir de um artista. Ou escolher dezenas de canais por gênero, muito específicos. Só de música eletrônica são 17 opções. Canais de blues, são 6: Genérico, Moderno, Chicago, Lendas do Blues, Tradicional e Country-Blues. De música brasileira temos Samba, Brazilian Rock, Tropicália, Bossa Nova e uma de MPB mais tradicional. Tudo de graça. Para acessar o Jango clique aqui.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

As 3 Leis dos Robôs, 62 anos depois


Existem 3 leis básicas para os robôs. Elas foram criadas pelo escritor russo (naturalizado nos EUA) Isaac Asimov (1919-1992). Em 1950 Asimov reuniu 9 contos escritos na década anterior e lançou o hoje livro clássico da ficção científica Eu, Robô. (Que inspirou o filme de 2004 com Will Smith).


O livro se passa no Século 21. Seu tema é a ética na robótica. Em meio século, segundo Asimov, os robôs seriam tão avançados que agiriam independentemente dos homens que os criaram. Seriam necessárias então as tais 3 Leis da Robótica: 1) um robô não pode ferir um ser humano ou, através da omissão, permitir que um humano seja ferido. 2) um robô deve obedecer as ordens dadas pelos seres humanos, a não ser quando essas ordens possam conflitar com a Primeira Lei. 3) Um robô deve proteger sua própria existência desde que essa proteção não conflite com a Primeira ou Segunda Leis.




62 anos depois do lançamento de I, Robot, a revista Economist lança uma edição com a seguinte chamada de capa: "Ensinando robôs o certo e o errado". Não é mais a ficção, mas a realidade atual. Máquinas e circuitos estão exercendo cada vez mais atividades humanas. Eu, que nasci 3 anos depois do livro de Isaac Asimov, cresci vendo filmes e seriados mostrando robôs assassinos. Eram sempre os vilões e davam muito medo. Hoje essa imagem mudou bastante. E do jeito como estão certos humanos, os robôs parecem cada vez mais confiáveis.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Key West: a reportagem que não foi escrita

Fotos (c) Dagomir Marquezi

1986. Eu estava em Orlando, na Florida, a serviço da revista VIP. Viajei para a inauguração do novo parque da Disney World, o Animal Kingdom. Fiz ainda uma matéria sobre o novo perfil da Disney, que tentava atrair um público mais adulto para seus resorts. Como sobraram alguns dias para a volta, propus ao diretor da VIP, Marco Antonio Rezende que eu fizesse uma terceira reportagem, sobre Key West. Ele topou. Eu então fui (de avião) até Miami onde aluguei um carro. Fiz em seguida uma muito agradável travessia das muitas pontes da US-1, e passei 3 excelentes dias de sol em Key West. 


De volta a São Paulo, publiquei as matérias sobre a Disney. Aí decidimos não escrever de novo sobre a Florida em tão curto espaço de tempo. Os meses foram passando, a matéria foi adiada por várias razões... e acabou não sendo escrita. Mas as fotos foram reveladas:

A casa onde morou o escritor Ernest Hemingway (1899-1961), e que ele na prática deixou de herança aos seus gatos. Hoje eles são mais de quarenta. Como aquele no alto do post. A casa virou um museu: http://www.hemingwayhome.com/


Os cidadãos de Key West levam a sério a tradição de se reunir todas as tardes para aplaudir o por do sol. É a hora onde quando cada artista se vira para arranjar uns trocados dos turistas.


A cidade tem um grande senso de humor e se considera independente do resto dos EUA. Escolhe inclusive seu próprio "presidente da "república". Cada estabelecimento tem uma marca visual muito forte, como nessa loja de souvenirs acima.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

5 estrelas do jornalismo por meia abóbora


Assinatura do New York Times para iPad: 1,42 reais por dia. Assinatura do TheDiary: R$0,28/dia. Exemplar da BusinessWeek: R$ 0,21. Edição semanal da Economist: R$ 4,96. Edição semanal da Newsweek: R$ 1,66.

Esses números foram calculados através de várias formas de assinatura e estão sujeito a erros. Mas não muito graves, acho. Temos aqui versões digitais de cinco estrelas do jornalismo mundial que dão uma despesa de R$ 20,06 por semana. Ou R$ 2,86 por dia. Com esse dinheiro você compra no super mercado uma garrafa de cerveja de 275ml. Ou um pacotinho de 50 gramas de queijo ralado. Ou meia abóbora tipo japonesa.

Os preços das publicações digitais brasileiras ainda não chegaram a esses níveis de preço. (Nem chegarão - é o "custo Brasil"). Mas tendem a diminuir cada vez mais. E um dia poderemos assinar várias publicações nacionais ao mesmo tempo, fortalecendo a imprensa. E tendo a chance de conhecer mais pontos de vista sobre cada assunto. Digitalização = democratização.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Comandante faz 104 anos


Ian Fleming faria 104 anos hoje se não tivesse morrido em 1964 com apenas 56 anos. Foi justamente no momento que James Bond se começou a se tornar um fenômeno da cultura pop global. 


Eu nasci no mesmo ano em que James Bond apareceu pela primeira vez (no livro Casino Royale): 1953. E desde lá me tornei um dos mais entusiasmados "bondólogos" do Brasil. Estou desenvolvendo um projeto de longo prazo sobre esta figura única que é Ian Fleming e sua obra que se nega a sair de moda há meio século. 


Em agosto chega às livrarias brasileiras Carte Blanche, o novo romance com o agente 007 escrito por  Jeffery Deaver. Para outubro está marcado o lançamento de Skyfall, o novo longa da série. Além disso o cineasta Duncan Jones anunciou que começa a filmar ainda em 2012 um filme biográfico de Ian Fleming. Que também foi um espião a serviço de Sua Majestade. 


Como bondmaníaco, eu tive a suprema honra de conhecer por dentro Goldeneye, a casa em Oracabessa (Jamaica) onde Fleming escreveu todos os livros de James Bond. Seus 14 volumes foram escritos no quarto da janela à esquerda na foto acima. Lá está preservada a mesma escrivaninha, junto à mesma veneziana. Os detalhes dessa visita (e a história do escritor) estão na edição de janeiro de 2012, ainda encontrada no aplicativo da revista VIP no iPad.


Incluídos na matéria estão dois clipes que eu gravei na Jamaica. Um deles está aqui, em homenagem aos 104 anos do Comandante Fleming.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O primeiro texto ninguém esquece


Em 1965 eu estava na dúvida se queria ser um engenheiro aeronáutico ou um agente da UNCLE. No aniversário de 12 anos pedi e ganhei dos meus pais uma máquina de escrever Remington portátil. Resolvi que seria um escritor de ficção-científica.


Num dia de maio, coloquei uma folha de caderno na Remington, escrevi um título ("Aventura Cósmica") e comecei a escrever: "Dia 2 de Abril de 1997... Estava tudo pronto em uma base na ilha Mahiniki, no Pacífico Sul. O foguete Espacely KT-255 iria partir, levando uma pequena tripulação de 5 pessoas em sua cápsula".


Já que eu achei as 6 páginas originais de Aventura Cósmica, transformei a historinha num livrinho do Scribd. É o texto de um menino de 12 anos. Mas foi o meu primeiro. E mudou minha vida. Eu nunca mais pararia de escrever pelos próximos 47 anos. Para ler Aventura Cósmica clique aqui.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A fila dos velhinhos


Tudo tem uma primeira vez. Ontem eu estava na fila do caixa da farmácia e o vendedor me disse: "O senhor pode ir para a preferencial". Informei a ele que não havia chegado ainda aos 60 anos. O balconista respondeu: "Aqui a gente aceita a partir dos 55".


Deprimi? Muito pelo contrário! Fui todo pimpão para a fila dos velhinhos (e grávidas, deficientes, etc). Adorei inaugurar esse pequeno privilégio. Foi um complemento para ótimo filme que assisti no último domingo, O Exótico Hotel Marigold. No filme, um grupo de idosos britânicos se hospeda num hotel caindo aos pedaços na Índia para esperar a morte. Um deles realmente parte para outra. Mas os outros todos aproveitam a experiência para se reajustar à vida e encontrar - aos 70 ou 80 anos - novas motivações. 


As pessoas estão vivendo naturalmente até os 90. Muitos morrem trabalhando e se divertindo até o último dia. Eu caminho para os 60 cada vez mais ligado, mais experiente e apaixonado pelo tempo em que vivo. É como diz o dedicado gerente do Marigold Hotel: "No final, tudo dá certo. Se não deu certo, é porque ainda não chegou ao final".

terça-feira, 22 de maio de 2012

PF + PJ =

Logomarca: Andrea M Odri

Tenho dificuldade em separar minhas duas personalidade: a Pessoa Física e a Pessoa Jurídica. Quando vou ao cinema e o filme me inspira um artigo, eu estou me divertindo ou trabalhando? Impossível definir um limite entre PF e PJ. E eu na verdade não me importo muito com isso. Com algum bom senso é possível conviver com essa bipolaridade profissional. Afinal, estou trabalhando para mim mesmo.


Este blog espelha essa confusão. É um espaço pessoal onde eu me sinto meio obrigado a falar o tempo todo de assuntos profissionais. Por que? Sei lá! Então agora estou separando um pouco as coisas. Abri uma página da DMP no Facebook onde vou falar de trabalho. E libero este blog para uma visão mais pessoal das coisas.


Se você puder, faça uma visita à página da DMP no Facebook: https://www.facebook.com/DagomirMarqueziProducoes. E se não for pedir demais, clique em Curtir. Valeu!


segunda-feira, 21 de maio de 2012

A responsabilidade de adaptar uma grande autora

Maria Adelaide Amaral

No final de 2011, o diretor e produtor Ricardo Pinto e Silva me convidou para adaptar o romance Estrela Nua - Amor e Sedução. Adorei. O livro de Maria Adelaide Amaral traz o divertido romance entre uma cantora de música lírica e um jovem tecladista. Tentei explorar esse choque de universos culturais: de um lado, o rock de periferia; do outro, as lendárias canções no estilo Gershwin. 


Maria Adelaide é uma autora portuguesa que vive no Brasil desde os 12 anos. Escreveu 24 peças de teatro, 11 romances e 18 novelas, minisséries e seriados para a TV Globo. A última novela foi o remake de Ti-Ti-Ti (2010/2011), e a minissérie, Dercy de Verdade (2012).


Estrela Nua trata de temas universais: o choque de gerações, o amadurecimento, a realização artística e profissional. Pode virar um telefilme na TV Cultura. A partir do momento que o roteirista entrega o script ao produtor, já não tem mais controle sobre ele. E isso é normal em cinema. 


Mandei essa minha versão original também para Maria Adelaide. E recebi da autora uma mensagem que me deixou feliz:  "Fiz uma leitura dinâmica do roteiro e adorei. Teria diminutas observações, mas tão diminutas que nem vale a pena perder tempo com elas."

Já tive livro adaptado para TV por outro autor. É como entregar um filho para ser criado por outro pai. No caso de uma escritora do tamanho artístico de Maria Adelaide Amaral, a responsabilidade ficou ainda maior. Mas nem um pouco pesada.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

A arte da capa


Criar uma boa capa é uma das tarefas mais difíceis do jornalismo. Editores, designers, artistas e redatores se concentram na página que vai determinar o sucesso ou fracasso de uma edição. É preciso equilibrar arte, informações, cores e detalhes em prazo determinado. Eu vivi muitos anos em redação, e a escolha de uma capa é sempre um momento tenso.


Eu não assino mais nenhuma publicação em papel. Recebo cada revista na hora em que é lançada, em qualquer ponto do mundo. E dependendo do caso gosto de repartir o prazer de uma boa capa nas redes sociais. Mas elas acabam se perdendo nos oceanos de posts. Agora tenho uma galeria para reunir essas capas atuais, e outras que estou pesquisando no passado.


Essa galeria é meu mais novo board no Pinterest: Magazines. O Pinterest é o tipo de site que eu gosto: lá eu me sinto construindo alguma coisa. Meus outros painéis são dedicados à cultura pop, aos trens do mundo e ao mestre Frank Zappa. Você pode visitar o board Magazines clicando aqui.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Minha adolescente faz 15 anos

Arte: Wallpapertree


Só agora me toquei. No mês passado minha coluna na Info completou 15 anos de idade. O que dá um total de 180 textos mensais sobre a evolução dos computadores, Gadgets e tecnologia. Há quinze anos acompanho essa revolução alucinada que transformou completamente a experiência humana. 


Essa coluna foi uma ideia do então diretor de núcleo da editora Abril, Paulo Nogueira. Eu acertei os ponteiros com a diretora da Info, Sandra Carvalho, e a primeira foi publicada em abril de 1997. Depois da Sandra veio a Débora Fortes, e agora a Kátia Militello. Todas me deram total apoio, assim como o pessoal da redação (hoje chefiada por Gustavo Poloni). Isso sem contar meus fiéis (e exigentes) leitores.


Como uma boa adolescente aos 15 anos, minha coluna anda meio inquieta, rebelde, querendo mudanças radicais. Como pai, dou o maior apoio. Já estamos conversando a respeito.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sobem as redes (e caem as TVs)


Não consigo sair de um assunto na minha coluna da revista Info: redes sociais. Existem outras pautas, claro. Mas na hora de escolher o tema do mês sempre surge alguma novidade vertiginosa na área.


Por exemplo: quando eu escrevi minha coluna de maio (há apenas um mês atrás), o Brasil havia acabado de se tornar o terceiro país com mais usuários de Facebook no mundo. De lá para cá, virou o segundo. O mesmo aconteceu com o o Twitter. Nos dois casos, só estamos atrás dos EUA. Onde, afinal, tudo isso foi inventado.


Na coluna eu procuro ampliar um pouco essa perspectiva. Comparo dois fatos: 1) a ascensão fulminante das redes sociais no Brasil. 2) a queda acelerada da audiência das TVs abertas. Parece ser o fim de uma era que já dura décadas. Quem não entender essa mudança vai reclamar da crueldade dos fatos. Não será por falta de aviso.


A coluna pode ser lida na íntegra no site da Info. Clique aqui.



terça-feira, 8 de maio de 2012

Rosenery, a fogueteira


No dia 3 de setembro de 1989 a seleção brasileira de futebol jogou contra o Chile. Quem ganhasse a partida ficava com a vaga para a Copa do Mundo da Itália de 1990. No segundo tempo, uma mulher chamada Rosenery Nello do Nascimento pegou um sinalizador da Marinha, puxou um barbantinho e lançou uma bola luminosa para o campo. 


A chama caiu na área do Chile. O goleiro Rojas se jogou no meio da fumaça e pediu ajuda médica. De sua testa jorrava sangue. Os chilenos carregaram Rojas para o vestiário e exigiram a anulação do jogo. O barbantinho puxado por Rosenery provocou uma série de eventos no Rio, em Santiago, e em Zurique. Provocou também uma capa da Playboy.


Eu conto a saga de Rosenery em detalhes na última Placar que está nas bancas (e iPads): 


segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Retorno de Ulisses


Lá por 2003 a revista Viagem & Turismo (da editora Abril) lançou uma edição especial sobre a Grécia. Fui convidado a escrever os roteiros de duas histórias em quadrinhos com temas mitológicos. A primeira dessas histórias tinha como título um trocadilho infame ("Prometeu tem que Cumprir") e foi ilustrada por Jefferson Costa. Seu tom era completamente cômico, meio inspirado no desenho animado Hercules, da Disney.


Como artista da segunda história, contei com um nome internacional: Bruno d'Angelo, que já havia ilustrado um roteiro meu na revista Contos Bizarros - Serial Killers. Eu peguei um resumo da Odisséia, de Homero e o compactei ainda mais para 4 páginas de quadrinhos. Foi como reescrever a Bíblia no Twitter. O tom tanto do roteiro quanto da arte foram de seriedade e reverência à narrativa de quase 3 milênios de idade.


Além de eventual parceiro, eu sou um grande fã do Bruno D'Angelo. Ele consegue ter um estilo próprio e ao mesmo tempo se adaptar a cada história que ilustra. Sua concepção clássica para o Retorno de Ulisses segue um estilo completamente distante da "sujeira" usada em O Filho de Sam (de Contos Bizarros). A arte de Bruno é mais conhecida nos EUA do que no Brasil. Infelizmente a narrativa (em páginas duplas) ficou prejudicada nesta versão eletrônica (página-a-página). Em compensação, você vai poder apreciar melhor os detalhes das ilustrações lendo a história em modo tela cheia.


Para ler O Retorno de Ulisses, de Bruno d'Angelo e Dagomir Marquezi, clique aqui ou no detalhe abaixo.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O nascimento da Boca


Essa foto tem 36 anos. Ela registra a primeira turma da revista em quadrinhos "udigrude" Boca. A foto foi realizada (por Christina Villares ou Nellie Solitrnick ou talvez Luciana De Francesco) numa manhã de 1976 nos jardins da Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo. Boa parte desse grupo estudava na FAAP. Outros vinham do colégio IADÊ. Outros eram simplesmente amigos.


Não me lembro de muitos dos nomes. Se alguém identificar mais alguém por favor me avise aí nos comentários. Vou tentar me lembrar de trás para frente, da esquerda para a direita.


Fila de trás: Paulo Monteiro, André Kuchar, Georges. Os outros não consegui identificar. Na segunda fileira, o da esquerda (de barba) é Adilson Nunes, que virou locutor da RFI em Paris. O seguinte não reconheço. O terceiro (de óculos e blusa clara) é Roberto Navarro. A moça segurando um ovo eu não reconheci. Depois venho eu e o Lu Gomes, os dois com orelhas de Mickey. O ruivinho ao lado do Lu, de cabelo encaracolado e camisa listrada é Nando Reis (com 15 anos) que depois viraria um dos Titãs.


A fileira seguinte começa com Renato Vieira (com os óculos gigantes), professor de arte e guitarrista. Ao lado do Renato, de gravata, está Ricardo Tadeu de Mattos. Depois as duas primeiras moças são Marta Vaz e Iara Jamra, hoje atriz. Em frente à Marta, segurando um ovo, está Flávio Del Carlo. Na outra ponta, também de calça  boca-de-sino, Zé Augusto. Deitados na frente, Pasquale Marino e o inigualável Inácio Zatz, de óculos escuros, charuto e fralda.


A foto foi usada como parte da capa da Boca número 2, desenhada por Lu Gomes: